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O que se pode e o que se deve19/1/2007 VERSOS DE AMOR SEM AMORVERSOS DE AMOR SEM AMOR (I)
e...
foi assim que tudo se acabou
Você me dizendo assim
que era possível, sim,
que era bom
bem gostoso você me levar
me levar para um canto qualquer
numa noite qualquer de luar
e a gente se amar
e se amar como sempre se amou
e viver o que não era amor...
Era bom.
E foi bom só equanto durou.
Quantas vezes você me levou
e me amoru
e me amou tanto, tanto!
Tanto enquanto a lua luou...
Manheceu -
e a lua se foi, meu amor.
Veio o sol
nos trazendo as formas reais
dos seus dias, meus dias iguais
tão iguais!...
Oh, eu sinto, não é nada disso.
Amanhã não quero compromisso.
Foi tão bom!
É verdade, até que foi bom...
Foi bem bom, meu amor, e acabou.
Foi bem bom só enquanto durou... 18/1/2007 0 S0LO Sol
O sol
Com línguas de fogo
Lambe-me a pele
Até as entranhas.
Compraz-se
Com o sal do meu corpo
Com o arrepio, o frêmito
Da luz que me banha
O sol
Deus do meu cio
Luz do meu vício
Me alicia. teus olhosTeus Olhos
Sem pé nem cabeça Aquele olhar Deixou pegadas No meu coração
A refúgios cósmicos Remete-me Tapete mágico Meteoro
Rabo-de-arraia Não há quem não caia Nos precipícios desta armadilha
tão mudo olhar dize-me tantas coisas ora me arranhas ou me acaricias
ora me despes de repente me envolvem véus transparentes de tuas delícias
não me resta fôlego pra buscar-lhe o nexo ao teu olhar apenas me extasio
nunca sei se brincam ou se falam sério amo estes teus olhos silêncio e mistério
SE EU TE AMASSE...SE EU NÃO TE AMASSE...SE EU TE AMASSE... SE EU NÃO TE AMASSE...
Neste cristal A lua No vértice Reflete-se da lâmina o gume
Minha cisma Multifacetada No prisma Degusta Da dúvida O âmago Enrustida
Da lama O vício Repete O acinte Da lua Luminosa Face
No poço Um sapo Sozinho Cogita Na dúvida Grita: Se eu te amasse... Se eu não te amasse... 10/1/2007 LETRAS MINEIRASLetras Mineiras
Minas, Eu beijarei teus pés eternamente Como o Fanado aos pés de Minas Novas Como o Tejuco aos pés de Diamantina.
Eu beijarei do manto teu a fímbria De gravatás, berilos, turmalinas, De ouro e peixes, ah, Jequitinhonha! Que tu não sejas o Vale da Vergonha!
Araçuaí, Itaobim, Medina, Sucuriú, Itaporé, Itinga! Pelos caminhos de Itamarandiba Encontrarás a doce Turmalina
Tens descoberto o vale dos teus seios Império índio de real beleza Onde em quilombo heróico, a duras penas, Rasgou-se a renda fútil portuguesa.
Minas! Teu barro é sagrado. De mãos profanas cairão os dedos Falsas falácias arderão em chamas Sangrento vinho agro em suas mesas.
Quão inocentes aqueles que dormimos No berço aculturado em desgovernos: Fios tecemos, pra estender tapetes. Ouro entregamos, fiéis ao vil cortejo.
Da falsidade, no dia em que despertos, Arrancaremos este amor sem pejo De cada boca resgatando em beijos O puro eco sonoro de tuas letras.
CARTAS MINEIRAS
Cartas Mineiras
Não devo nunca lhe falar de mar: Meus olhos já não transbordam E eu sou das Minas Gerais.
Nem de Belos Horizontes Ou das verdes turmalinas De Fernão Dias Paes.
Da diamantina presença Lapidada e preciosa Formosa Chica da Silva
Das montanhas de Itabira Disformes, dilaceradas Ou da Serra do Curral
Jamais chorarão por mim Os heróis da Inconfidência Nem os santos e profetas
Do mestre de Sabará: Sou boi preso e morrerei Aqui no Curral d’El Rei
5/2/2006 BLUES E NAUFRÁGIOSBLUES E NAUFRÁGIOS
EU CANTARIA UM BLUES SE EU TIVESSE VOZ
O DESAMOR DESATIU MINHAS CORDAS VOCAIS
EU BEIJARIA SEUS OLHOS SE EU TIVESSE VEZ
MAS SEUS OLHOS SÃO VERDES E OS MEUS AZUIS
COMO COMPOR UM BLUES SEM O SOM DOS METAIS
DO SEU RISO BRILHANTE, DO SEU BEIJO CRISTAIS
BLUES
É O RITMO FLUÍDICO DO MEU CORAÇÃO
BLUES
É A TRISTEZA INFINITA DA MINHA CANÇÃO
É A VOZ NAUFRAGADA EM PAUTAS AZUIS
OCEANO DE LÁGRIMAS SALGADAS
QUE NÃO SE EXTERNAM E AFOGAM
O CALOR DAS MINHAS MÃOS
E AFOGAM DA EPIDERME
TESÃO
E AFOGAM NO PEITO A RAIZ
DA CANÇÃO
BLUES...
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